Almeida Junior – Infância
José Ferraz de Almeida Junior nasceu em 1850, desde criança foi incentivado pelo seu pai a ser artista.Quando ele começou a fazer suas obras era muito criticado, pois era pobre.
O padre Miguel Corre Pacheco viu suas obras e ficou entusiasmado e insistiu em sua carreira.
José Ferraz apareceu com seu investidor famoso (padre Miguel Correa Pacheco) numa competição de desenho patrocinados por lojas famosas.
A partir daí sua infância começou a ser ótima, e as pessoas passaram a aprender a respeitá-lo, e ele virou um pintor muito famoso.
Escrito por: Karine Lara e Rafael Monteiro
Almeida Junior – Juventude
Almeida Junior descobriu seu talento quando seu pai forneceu os instrumentos para revelar o seu talento deu-lhe : tinta á vontade e carvão para desenhar. Depois disso começou a aceitar encomendas de quadros para ajudar á casa. A família se mudou para Itu; depois dele ser aluno de um famoso pintor Francês Alexandre Cabanel, Almeida Junior retornou ao Brasil.Dois anos depois recebeu um titulo de Cavaleiro da Ordem da Rosa, concedido pelo governo imperial. Apesar do seu convite para lecionar pintura histórica na Academia, feito por Vitor Meirelles, Almeida Júnior permanece em São Paulo. Nesta época, entre seus alunos, destaca-se Pedro Alexandrino.
Escrito por: Ingryd Carneiro e Rafael Rodrigues
Almeida Junior – Fase Adulta
De volta ao Brasil em 1882, Almeida Júnior realiza sua primeira mostra individual na Academia Imperial de Belas Artes, exibindo sua produção parisiense. No ano seguinte, abre seu ateliê na rua da Glória, em São Paulo, por meio do qual irá contribuir para a formação de novas gerações de pintores, dentre os quais, Pedro Alexandrino. Em São Paulo, Almeida Júnior promoveu vernissages exclusivas para a imprensa e potenciais compradores. Executou retratos de barões do café, de professores da Faculdade de Direito de São Paulo e de partidários do movimento republicano. Em 1884, expõe novamente suas telas do período parisiense na 26ª Exposição Geral de Belas Artes da AIBA que foi a última e certamente a mais importante exposição realizada no período imperial.Almeida Júnior é o mais pessoal e, sem dúvida, um dos que melhor sabem expressar, com toda clareza e nitidez de um estilo à Breton, os assuntos tomados de improviso a uma página da Bíblia, da História, ou simplesmente da vida de todos os dias e de todos os homens. Em 1884, o pintor recebe o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa, concedido pelo governo imperial.
No seu último período, Almeida Júnior irá progressivamente substituir os temas bíblicos e históricos pelas obras de temática regionalista, justamente as que lhe granjeariam no futuro sua posição de precursor do Realismo na história da arte brasileira. Em pinturas como Caipira Picando Fumo (1893), Amolação Interrompida (1894) e O Violeiro (1899), o artista revela seu desejo de aproximar-se do cotidiano do homem do interior, distanciando-se das fórmulas generalistas da pintura acadêmica e aproximando-se cada vez mais da abordagem pictórica naturalista.
Escrito por: Bruno Rodrigues e Renan Tomazelli
Almeida Junior – Morte
Para mim, tanto o aspecto do assassino quanto o da vítima não tem a menor importância. Nunca teve.
Retirei a maior parte das informações deste caso, do livro “Almeida Júnior através dos tempos”, do escritor Jorge Luiz Antonio, e de vários outros documentos, baseados nos jornais da época.
Não se sabe ao certo quando o pintor conheceu Maria Laura, jovem muito atraente. Mas, sabe-se que o pintor mantinha um caso com ela, mesmo sabendo que esta era esposa de seu amigo intimo.
Sampaio, homem simples, de pouca cultura, era bem mais jovem que o pintor rico e bem sucedido.
Historiadores arriscam dizer que na década de 1890, quando toda a história se desenrolou, Sampaio já estava falido, e recebia suporte financeiro do famoso pintor, que se aproveitando da situação, passou a manter relações intimas com Maria Laura.
De acordo com a história, em 1899, Sampaio teria ficado sabendo que sua esposa fora visto entrando sozinha no atelier de Almeida Júnior, na rua da Glória em São Paulo, onde ele também residia, quando não estava viajando.
Em 10 de novembro de 1899, Almeida Júnior esteve em Piracicaba e conversou com Sampaio, dizendo pra ele que iria para São Pedro e voltaria a Piracicaba no dia 13 de novembro.
Meio desconfiado, Sampaio não acreditou muito na história. Achou que havia algo errado.
Como tinha livre acesso a casa do pintor, aproveitou a ausência dele e foi até São Paulo. Revirando o atelier, teve uma drástica surpresa ao encontrar várias cartas intimas, todas com confissões pessoais, endereçadas ao pintor. Eram escritas carinhosamente por Maria Laura, sua esposa. Descobriu através de um bilhete que sua mulher estava se encontrando com o pintor em João Alfredo, nas imediações de sua fazenda.
Os dois eram amantes. E, há bastante tempo.
A descoberta deixou Sampaio perplexo. Ficou possesso, queria morrer. Não se conformava com tamanha traição, das duas partes, do amigo intimo e da esposa fiel.
Na rua, disse para conhecidos que queria morrer.
Dois dias depois, Sampaio entrou no escritório do ex-presidente da República, o advogado dr. Prudente de Moraes Barros, e mostrou as cartas comprometedoras, pedindo a separação legal.
Mas, antes que qualquer coisa se resolvesse, Sampaio tomou outra decisão. Iria lavar sua honra com sangue. Não poderia suportar viver com o fato de que fora traído por sua esposa e pelo melhor amigo.
Não, Sampaio queria vingança. Queria sangue. O sangue de Almeida Junior.
Ele sabia quando e onde o pintor iria chegar.
Na tarde do dia 13 de Novembro de 1899, Sampaio se armou com uma faca afiadíssima e foi esperar a chegada do amigo, na porta do Hotel Central, em Piracicaba.
Pelo fato de que aqueles eram os últimos dias do século, havia uma grande histeria dominando a população, que acreditava que o mundo iria acabar, como sempre acontece nas viradas de século.
Naquele dia, alguém teria dito ao pintor que o mundo acabaria.
Já eram mais de 14 horas, quando a luxuosa carruagem estacionou na frente do hotel.
Tarde ensolarada. Rua cheia de pessoas circulando por todos os lados.
Maria Laura desceu da carruagem com seus cinco filhos, acompanhada por sua cunhada, Ana Blondina.
Laura estava com 28 anos de idade.
Sampaio observava a cena do outro lado da rua. Ele estava com 37 anos.
Almeida Júnior foi o último a sair da carruagem. Trazia uma cesta em cada mão. Estava com 49 anos.
Sem o menor aviso, Sampaio partiu pra cima do pintor. Empurrou-o com violência contra a parede e disse: “Você não foi a São Pedro! Você foi a João Alfredo!” A faca afiada guardada no colete surgiu em suas mãos.
O acerto de contas havia chegado. Era o momento da vingança.
Para Sampaio era a hora de matar. Para Almeida Júnior era a hora de morrer.
Antes que pudesse reagir, o pintor levou uma facada na clavícula esquerda.
A faca atingiu uma artéria, no local chamado sangrado, bem próximo do pescoço.
O sangue do pintor esguichou.
Cambaleando, o artista tentou reagir, sacando sua faca. Mas não adiantou. Estava fraco demais. Perdia sangue demais.
O golpe havia sido preciso, fulminante, mortal.
“Não, você não pode me matar. Você roubou a minha honra, mas não vai roubar minha vida”, gritou o assassino, enquanto o amigo tombava com o pescoço esguichando sangue.
“Estou morto, mas que homem ingrato!”, disse Almeida Júnior agonizando.
Foram suas últimas palavras. Morreu logo em seguida a caminho da Santa Casa.
Após o crime, Sampaio caminhou para o interior do hotel, onde foi preso.
Não ficou muito tempo na cadeia.
No dia 29 de dezembro daquele mesmo ano, Sampaio foi absolvido por unanimidade no tribunal. A defesa alegou que a honra do réu havia sido ultrajada. O júri concordou.
Maria Laura rompeu com o marido e foi viver em Indaiatuba, onde possuía familiares. O divorcio saiu em 1902, e ela morreu onze anos depois, em 1913.
Sampaio, depois de sair livre, liquidou seus negócios em sua cidade e veio viver em Itu, em uma fazenda. Casou –se com uma italiana, com quem teve um filho, e morreu em 1930.
Almeida Júnior, considerado até hoje pela crítica, o poeta da pintura nacional, está sepultado em um mausoléu da rua 1, quadra 23, no Cemitério da Saudade, em Piracicaba.
Existem inúmeros rumores, que dois dos quadros mais famosos pintados pelo artista, seriam premonitórios, ou seja, uma visão do futuro. Essas duas obras são os quadros “Saudade” e “Recado difícil”.
No primeiro quadro, uma mulher aparece lendo uma carta, ou observando um retrato, com visível saudade. Dizem que o artista teria retratado ali, uma de suas amadas sentindo falta dele, após sua morte.
Na segunda obra, um garoto visivelmente abalado não sabe como dar uma trágica noticia para uma pessoa, que está atrás de uma porta. Segundo rumores, neste quadro, a notícia difícil que o garoto precisava dar era a notícia da própria morte do pintor, para uma amada.
Eu jamais poderia responder se Almeida Junior previu ou não sua própria morte.
Tudo o que sei, é que pelo menos para o famoso pintor, naquela virada de século... O mundo realmente acabou.
Escrito por: Annanda Keuri